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Sobre nós

Paraíso

O Paraíso é o pedaço de São Paulo onde a Avenida Paulista deixa de ser avenida e

vira bairro. Entre a Bernardino de Campos e a Alameda Santos, o comércio de rua

sobrevive à sombra dos prédios: padaria com fila no fim da tarde, barbearia que

conhece o nome do cliente, clínica no térreo de um edifício dos anos 70.


É um bairro de passagem que virou endereço. O metrô Paraíso é a baldeação entre a

Linha 1-Azul e a Linha 2-Verde — quase todo mundo em São Paulo já trocou de trem

aqui sem nunca ter subido a escada. Quem sobe encontra uma vizinhança densa e

caminhável, espremida entre a Bela Vista, a Vila Mariana e o Jardim Paulista, com

identidade própria e quase nenhum turista.


A cozinha japonesa é o que o Paraíso faz de melhor sem alarde. Na Rua Cubatão e

arredores há uma concentração de izakayas e casas de ramen que rivaliza com a

Liberdade — Kakurega, Yorimichi, Ikemen, Bimiya, Sushiguen — servindo balcão cheio

num raio de poucos quarteirões. Ao lado disso convivem o árabe de vinte anos, o

per-quilo de executivo e o café que abre às sete.


As ruas Desembargador Eliseu Guilherme, Abílio Soares, Dr. Rafael de Barros e

Coronel Oscar Porto concentram a maior parte do comércio. É por elas que este

guia começa.


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